Adotada recentemente por parte da comunidade veterinária e comportamentalista, campanha que incentiva o cuidado com a saúde mental existe há mais de 10 anos
Criado em 2014 pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, com o objetivo de atrair a atenção da sociedade para a importância do tratamento da saúde mental, o movimento Janeiro Branco não exclui cães e gatos.
Claro que, bem como acontece com os seres humanos quando o assunto é bem-estar emocional, os animais também sofrem preconceito – a pergunta é sempre a mesma, previsível e comum: “Mas os pets se estressam com o quê?”.
Com um monte de coisas, pode acreditar. Assim como a gente, cães e gatos são indivíduos com emoções, vontades, inseguranças, forças e medos; e, portanto, também vulneráveis às imprevisibilidades do cotidiano.
Mudanças de rotina ou de ambiente, alterações na dinâmica familiar, ausência de atividades, como passeios e brincadeiras, e também de estímulos aos comportamentos naturais são algumas das circunstâncias que podem provocar ansiedade e estresse nos pets – quadro que, dependendo da intensidade, pode evoluir para problemas comportamentais mais graves e até afetar a saúde física do animal, aumentando a queda de pelos, cessando o apetite, causando hiperventilação, entre outros sintomas.
Por isso, principalmente em períodos como o fim e o começo do ano, em que o dia a dia do animal fica mais agitado (festas de Natal e Ano Novo, viagem de férias, volta para a creche e outros eventos), redobre a atenção ao comportamento do pet e, ao identificar qualquer sinal de ansiedade ou estresse, entre em contato imediatamente com o médico veterinário de sua confiança para que a condição seja controlada e tratada adequadamente, combinado?
Vale destacar ainda que, em relação às pessoas, o Brasil lidera o ranking mundial de transtornos de ansiedade, com 9,3% da população afetada – cerca de 18 milhões de brasileiros.
Zele por você e pelos seus! E lembre-se: não é frescura; é cuidado. 🤍